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quinta-feira, 28 de março de 2019

A Sociedade de Consumo e a Construção de Identidades

Cícero José Tomaz¹, Raphaell Henrique Santos de Souza²
Baixe o artigo completo em PDF aqui.
Nov. 2018-11-01

A proposta deste trabalho é apresentar os principais argumentos relacionados à reflexão sobre a Sociedade de Consumo, estabelecendo um percurso analítico para analisar, embora superficialmente, as relações do consumo na sociedade, identificando e estabelecendo o foco nas emoções e identidade, numa reflexão sobre este campo a partir da percepção de jovens adultos em particular pertencentes a classe D. Para isto, partimos de uma breve pesquisa exploratória, principalmente a partir de estudos que procuram fazer a revisão sobre este campo, destacamos aqui os estudos de Barbosa (2004), para a identificação dos principais estudos e autores (as) que são identificados na construção de um campo da Sociedade de Consumo, que atribui ao consumo centralidade das relações em sociedade. A perspectiva aqui delineada prioriza estudos que remetem a reflexão sobre a Sociedade de Consumo para o campo de construção de identidades e dos aspectos simbólicos. 
A referência a estes (as) autores (as) se fundamenta na recorrência em que são identificados neste campo. Barbosa (2004), ao se propor apresentar o estado da arte das discussões sobre a Sociedade de Consumo, destaca a importância destes autores para a formação deste campo. Este trabalho apresenta apenas uma visão em linhas gerais acerca da Sociedade do Consumo e Cultura do Consumo. 
De acordo com Barbosa (2004) o termo Sociedade de Consumo é uma expressão muito utilizada por intelectuais, jornalistas e profissionais na área de marketing para se definir a sociedade contemporânea, o que para a autora, seria um caminho diferente de definição do atual estágio da sociedade capitalista, através da transição ou superação de uma determinada fase, caso dos termos sociedade pós-industrialista, pós-iluminista e pós-moderna. 
A autora ressalta a necessidade de se tornar clara a distinção entre teorias sobre a Sociedade do Consumo e Cultura do Consumo. Isto porque o ato de produção e consumo sendo comum a todas as sociedades e formações humanas, como já alertava Marx (1985) em Formações Econômicas Pré-Capitalistas, se altera drasticamente na 1 Psicólogo, Mestre em Consumo e Desenvolvimento Social, Professor da UNIT PE. 2 Acadêmico do Curso de Administração da UNIT - PE perspectiva de uma Sociedade de Consumo, uma vez que o termo atribui ao consumo centralidade, um potencial explicativo das relações em sociedade. O consumo se torna, portanto uma "janela" para a compreensão de múltiplos processos sociais e culturais. Existe ao se analisar a formação de um campo de produção acadêmica e cientifica sobre a Sociedade de Consumo, uma demarcação precisa entre teorias que tratam o consumo em sí e outras que tratam de uma sociedade onde as relações são estruturadas a partir do consumo. De acordo ainda com Barbosa (2004), é necessário perceber ao se usar a expressão Sociedade de Consumo, que o consumo passa então a ser entendido como um elemento definidor na reprodução social em qualquer sociedade, e que, por meio do consumo, torna-se possível discutir questões sobre a natureza da realidade. Perspectivas neste sentido ganham força a partir da década de 80, quando as ciências sociais deram segundo Barbosa (2004), importantes passos para avançar para além dos debates de cunho moralizante a respeito do consumo. 
Bauman (2008) destaca que ainda que o ato de produção e consumo seja comum a todas as sociedades e formações humanas, a fluidez ou liquidez atual dos vínculos seria a marca da sociedade contemporânea. A referência a "liquidez" remete para o autor ao constante movimento de desmonte da realidade herdada, constituída a partir de distinções claras, legíveis, de longa duração, que teriam caracterizado a sociedade moderna. 
Trabalhos que tratam da questão da sociedade de consumo/consumidores procuram levantar e analisar traços característicos e definidores dessa sociedade, tais como o fazem Baudrillard (1995), Rocha (1985), Campbell (2001), Lipovestky (1989), Veblen (1988), Douglas; Isherwood (1999).

REFERÊNCIAS
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Trabalho. 2 ed. Londrina: Editora Práxis.1999.

______ Trabalho e a Mundialização do Capital. A nova Degradação do Trabalho na Era
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BARBOSA, L. Sociedade de consumo. Rio de Janeiro: Zahar, 2004

BAUDRILLARD, J. A sociedade de consumo. Rio de Janeiro: Elfos, 1995,

BAUMAN, Z. Vida para consumo: a transformação de pessoas em mercadoria. Rio de
Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2008.

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MCCRACKEN, G. Cultura & Consumo. Rio de Janeiro: Mauad, 2003.
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¹ Psicólogo, Mestre em Consumo e Desenvolvimento Social, Professor da UNIT PE.
² Acadêmico do Curso de Administração da UNIT - PE

segunda-feira, 11 de março de 2019

Exercício Liderança 01

1- Fale com suas palavras sobre Liderança.

2- Quais os três tipos de liderança?

3- Na sua concepção, uma pessoa nasce com uma personalidade única de liderança ou a liderança é algo que é buscado por um indivíduo ? Justifique sua resposta.

4 - Explique o que vem a ser Motivação, dê exemplos.

5-  Influenciar é apenas liderar pessoas?

6- Explique a diferença entre eficiência e eficácia.

7- Qual a importância de uma ótima comunicação dentro de uma organização? Dê exemplos.

8 - Descreva o que é a Liderança Autocrática.

9 - Descreva o que é a Liderança Liberal.

10- Descreva o que a Liderança Democrática. 

11- Explique com suas palavras qual a diferença entre grupo e equipe.

12- Fale sobre o poder de influenciar. cite exemplos e defenda sua tese.

13- explique o que são ruídos dentro de uma comunicação e fale sobre as consequências de uma comunicação afetada por eles.

sábado, 23 de fevereiro de 2019

Benchmarking

Benchmarking é um processo de comparação de produtosserviços práticas empresariais, e é um importante instrumento de gestão das empresas. O benchmarking é realizado através de pesquisas para comparar as ações de cada empresa.
bechmarking tem o objetivo de melhorar as funções e processos de uma determinada empresa, além de ser um importante aliado para vencer a concorrência, uma vez que o benchmarking analisa as estratégias e possibilita a outra empresa criar e ter ideias novas em cima do que já é realizado.
benchmarking consiste em aprender com outras empresas, sendo um trabalho de grande intensidade, que requer bastante tempo e disciplina. Pode ser aplicado a qualquer processo e é relevante para qualquer organização, tendo em conta que se trata de um instrumento que vai contribuir para melhor o desempenho da empresa ou organização.

Tipos de benchmarking

É possível identificar 4 tipos de benchmarking. 
benchmarking competitivo está relacionado com os processos e gestão de empresas concorrentes. É uma área delicada, pois empresas concorrentes defendem e escondem as práticas que as levam ao sucesso.
benchmarking genérico consiste na comparação de parâmetros da funcionalidade das empresas, em aspectos como o tempo que um determinado produto demora a chegar ao cliente, desde que foi requisitado.
benchmarking funcional é muitas vezes comparado ao genérico porque é relativo a um processo de atuação da empresa, como a distribuição.
Existe também o benchmarking interno, que é tomar como referência as práticas e processos de outros setores dentro da própria empresa, e tentar apropriá-los ou melhorá-los para outros setores. No âmbito interno, o benchmarking favorece a própria empresa, uma vez que não precisa ter custos com pesquisas externas, e é um processo mais fácil de ser executado.

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